Saltar para o conteúdo

Como migrar um Nexus 1250 com módulos de E/S para um Nexus 1450

Processo completo para substituir um Nexus 1250 com módulos 4PO1 e 20mAON4 por um Nexus 1450: comunicações de fábrica, endereços Modbus, cablagem, escalas analógicas e colocação em serviço.

Substituição de um medidor Nexus 1250 com módulos externos por um Nexus 1450 conservando sinais, endereços e cablagem: o que extrair antes, o que muda nas comunicações e como transferir as escalas analógicas.

Resumo. O Nexus 1450 da Electro Industries/GaugeTech é o substituto natural do Nexus 1250/1252 quando se esgota o suporte da plataforma antiga ou quando é necessária Ethernet real, DNP3 sobre TCP, IEC 61850 ou SNTP. Para quem migra, a boa notícia é que a parte série, o barramento de módulos de E/S e o formato do perfil do Communicator se conservam quase um para um; a parte de rede muda por completo. Este artigo percorre o processo com base num caso-tipo: um 1250 com um módulo de saídas de impulsos 4PO1 e quatro módulos de saídas analógicas 20mAON4, substituído por um 1450 com o mesmo conjunto de módulos.

1. O que se conserva e o que muda

O que se conserva:

  • Quatro portas série independentes e isoladas (Port 1 comutável RS232/RS485, Ports 2–4 RS485), com a mesma tabela de endereço, velocidade, formato e protocolo.
  • Os mesmos módulos externos de E/S (1mAON4/8, 20mAON4/8, 8AI1–4, 4RO1, 4PO1, 8DI1), com os mesmos endereços Modbus de fábrica, ligados a uma porta em modo Master (I/O Modules) a 57600 baud.
  • O perfil de dispositivo do Communicator EXT / CommunicatorPQA, que permite copiar relações TI/TT, limites, registos históricos e atribuição de saídas analógicas.
  • A geometria. O 1450 foi concebido como substituto direto do 1250/1252: mesma caixa, mesmo recorte de painel e mesmas fixações, e a mesma disposição de bornes para tensões, correntes, alimentação auxiliar L(+)/N(−) e as quatro portas série. A cablagem original do quadro, com os terminais já cravados, desliga-se do 1250 e liga-se ao 1450 nos mesmos bornes, sem passar um único fio novo. A única coisa que não existia no 1250 são os conectores novos: o RJ45 do Port 5, a fibra do Port 6 e a entrada IRIG-B, que só se cablam se forem utilizados.

O que muda:

  • Desaparece a gateway RS485 da opção Ethernet INP200 do 1250. O 1450 traz duas interfaces de rede próprias (Port 5 RJ45 e Port 6 fibra), cada uma com o seu IP, sem medidores encadeados atrás.
  • O visor externo deixa de estar fixo ao Port 3; pode ligar-se a qualquer um dos Ports 1–4 a 9600 baud.
  • Um 1450 novo de fábrica sai a 9600 baud nas quatro portas série, enquanto um 1250 em obra costuma estar a 57600 nas portas de PC e de E/S.
  • Portas Ethernet com IP fixo de fábrica (10.0.0.1 no RJ45, 10.0.1.1 na fibra) e um comutador PROG/FIXED sob o RJ45 para recuperar um medidor com o IP perdido.

2. Antes de retirar o 1250: o que é preciso levar

O erro mais caro desta migração é desmontar o 1250 sem ter extraído o que só vive dentro dele e dos seus módulos. Com o medidor ainda em serviço há que recolher quatro coisas.

  1. O perfil de dispositivo. Com o Communicator EXT ou o CommunicatorPQA, Retrieve Device Profile e guardar o ficheiro .nps; depois Reports › Device Profile Report e guardá-lo em HTML ou PDF. Aí ficam as relações TI/TT, a ligação (estrela ou triângulo), os fundos de escala de limites e formas de onda, os registos históricos e a tabela de comunicações das quatro portas.
  2. A tabela de módulos. Em Device Profile › I/O Modules, anotar, para cada módulo, o número de linha, o identificador (AO Module 1, KYZ Module 1…), o tipo, o endereço Modbus e a porta do medidor. É o mapa que depois se reproduz no 1450.
  3. A atribuição de canais de cada módulo, módulo a módulo. Este é o ponto que surpreende: o Device Profile Report do 1250 traz, para os módulos analógicos, apenas Port Number e Module Address; as linhas Assigned Channel / Scale High / Scale Low saem vazias porque essa informação é guardada no próprio módulo, não no medidor. É preciso abrir cada módulo com o botão Edit de Module Settings (diálogo Analog Output 4 to 20 mA External Module Programmer) e copiar a grandeza, o valor a 20 mA e o valor a 4 mA de cada canal; para o KYZ, a grandeza e o peso de impulso de cada saída. Uma captura de ecrã por módulo é suficiente e mais fiável do que transcrever.
  4. O que está fora do medidor. Que malha 4–20 mA vai a que entrada do sistema de controlo, que contador recebe cada saída KYZ, o IP do 1250 se tiver INP200 e que equipamentos dependem da sua gateway RS485, e o sufixo de alimentação (control power) da etiqueta.

No caso-tipo, o inventário do 1250 fica assim:

2. Antes de retirar o 1250: o que é preciso levar
ParâmetroValor no 1250
Relação TI1 200 : 5 A
Relação TT15 000 : 110 V
Ligação3 elementos, estrela (wye)
Frequência50 Hz
Módulos1 × 4PO1 (KYZ Module 1) + 4 × 20mAON4 (AO Module 1–4)
Malhas 4–20 mA em uso12 de 16
Saídas KYZ em uso4 de 4
Opção de redeINP200 (Ethernet com gateway RS485)
Control powerD2 (96–276 V AC/DC)

Antes de tocar no 1450 convém fazer a mesma leitura da sua etiqueta: um medidor com opção D (18–60 V DC) não arranca com auxiliar de 230 V AC nem de 125 V DC, e a opção não se altera em campo.

3. Comunicações: valores de fábrica e primeira ligação ao 1450

A primeira ligação falha quase sempre pela velocidade, não pelo cabo. Há três conjuntos de valores que convém não confundir: os que a EIG documenta como de fábrica, os que costuma ter um medidor já programado em obra, e os que o Communicator preenche num perfil em branco (9600, Modbus RTU, 8-N-1), que são do software e nada dizem sobre o estado do medidor.

Nexus 1250/1252 (manual E107706, Communicator §2.2). De fábrica: Port 1 endereço 1 a 57600, Port 2 a 57600, Port 3 a 9600 (visor externo ou módulos) e Port 4 a 57600; todos Modbus RTU, 8-N-1, atraso 0 ms. Em instalações já programadas é frequente encontrar a porta de 9600 no Port 2 e os Ports 3 e 4 como mestres de E/S a 57600. Se uma porta não responder a 57600, experimentar 9600 antes de dar seja o que for por avariado. O Port 1 é comutável RS232/RS485 com o seletor sob o conector; em RS232 é DCE (DB9 fêmea, pino 2 Tx, 3 Rx, 5 GND) e não admite mais de 15 m.

Nexus 1450 (manual E171701 §4 e §5, quickstart E171703). Um medidor novo responde a 9600 nas quatro portas série: Modbus RTU em RS485 e Modbus ASCII no RS232 do Port 1. O Port 4 pode além disso atuar como mestre RTU genérico sobre escravos Modbus (até 128 registos). As duas portas Ethernet saem com IP fixo e DHCP desativado:

3. Comunicações: valores de fábrica e primeira ligação ao 1450
DefiniçãoPort 5 · RJ45Port 6 · fibra
IP de fábrica10.0.0.110.0.1.1
Máscara255.255.255.0255.255.255.0
Modbus TCPporta 502, endereço de dispositivo 1porta 502, endereço 1
Servidor web (WebView)ativoativo
DNP3 / SNTP / SMTP / IEC 61850desativadosdesativados

Sem bonding nem teaming: se se usarem as duas portas, têm de estar em sub-redes distintas, que é precisamente o que fazem os valores de fábrica.

Primeira ligação recomendada: Ethernet. Colocar o comutador PROG/FIXED que está sob o RJ45 em FIXED (o medidor responde em 10.0.0.1 mesmo que tenha outro IP gravado; o terceiro LED da porta indica-o), atribuir ao PC um IP manual na mesma sub-rede (por exemplo 10.0.0.10 / 255.255.255.0, sem gateway), cabo Ethernet direto e ping 10.0.0.1. Abrir http://10.0.0.1 no browser mostra o WebView sem instalar nada: é o teste de ligação mais rápido. Depois, no Communicator, Connect › Network com Device Address 1, host 10.0.0.1, porta 502, Modbus TCP. No fim, repor o comutador em PROG e devolver o PC a DHCP.

Primeira ligação por série, se não houver Ethernet à mão. Port 1 (RS232 no próprio medidor), endereço 1, 8-N-1, Modbus RTU; 9600 se o equipamento for novo, 57600 se já tiver sido programado. Para RS485 em direção ao PC usam-se os Ports 2–4 ou um conversor.

A velocidade das portas de E/S não se altera. Os módulos saem de fábrica a 57600 e a porta do medidor que os comanda tem de estar a 57600, Modbus RTU, 8-N-1, atraso 0 ms e modo Master (I/O Modules). É a mesma configuração no 1250 e no 1450; num 1450 novo é preciso programá-la, porque sai a 9600.

A gateway desaparece. Num 1250 com INP200, o Port 2 fazia de gateway RS485 (9600, atraso 3825 ms) para outros medidores encadeados, com o endereço 1 reservado ao próprio medidor. No 1450 não existe: cada equipamento que dependia dessa gateway precisa agora do seu próprio IP ou de um conversor RS485/Ethernet externo.

Dois avisos do manual que poupam uma deslocação: o Modbus RTU não funciona através de modem (essa porta tem de ir em Modbus ASCII a 9600 sem controlo de fluxo), e qualquer porta que alimente um visor P40N+/P41N+/P43N+/P70N tem de estar a 9600, endereço 1.

4. Módulos de E/S: endereçamento, alimentação e cablagem

Os módulos externos são os mesmos nas duas plataformas (manual E134-7-15), pelo que a regra prática é reproduzir no 1450 exatamente a tabela I/O Modules do 1250: mesmo número de linha, mesmo identificador, mesmo endereço e mesma porta. Se os módulos físicos forem novos, é preciso reendereçá-los para que coincidam.

Endereços de fábrica e a regra dos barramentos. Cada tipo de módulo sai com um endereço fixo: 128 (1mAON4/8), 132 (20mAON4/8), 136–148 (8AI1–4), 156 (4RO1), 160 (4PO1) e 164 (8DI1), todos a 57600 baud. Dois módulos do mesmo tipo na mesma porta respondem ao mesmo tempo e há que mudar o endereço de um deles. O Port 3 e o Port 4 são barramentos Modbus independentes, pelo que o mesmo endereço pode repetir-se entre portas sem conflito.

Orçamento de alimentação. O medidor fornece pelas suas portas RS485 um total de 12 VA para módulos, com um máximo de quatro módulos e apenas dois analógicos (E134-7-15 §2.2.3, E171701 §10.6.1). Consumos de tabela: 20mAON4 5,0 VA, 20mAON8 8,5 VA, 4PO1 2,7 VA, 1mAON4 2,7 VA. Com quatro analógicos é necessária uma fonte externa PSIO (90–240 V AC/DC, 12 V DC de saída, 12 VA, até quatro módulos); para auxiliares de 24 ou 48 V DC, a EIG indica o PB1 em vez do PSIO. As portas laterais dos módulos propagam RS485 e alimentação a todo o grupo, e o manual não contempla misturar medidor e PSIO num mesmo grupo físico, de modo que cada fonte alimenta o seu próprio grupo.

Distribuição do caso-tipo, com um único PSIO:

4. Módulos de E/S: endereçamento, alimentação e cablagem
N.ºIdentificadorTipoEndereçoPortGrupoMalhas em usoFonte
1KYZ Module 14PO1160 (fábrica)44A4 KYZMedidor
2AO Module 120mAON4132 (fábrica)44B4 de 4PSIO
3AO Module 220mAON4133 (alterar)44B3 de 4PSIO
4AO Module 320mAON4134 (alterar)44A3 de 4Medidor
5AO Module 420mAON4132 (fábrica)332 de 4Medidor

O medidor alimenta o 4PO1 e os dois analógicos com menos malhas (2,7 + 5,0 + 5,0 = 12,7 VA de tabela, mas os 5,0 VA são o máximo com as quatro malhas ativas; com cinco malhas em oito a carga real fica abaixo de 12 VA). O PSIO alimenta os dois analógicos mais carregados (10 VA). Se o medidor reiniciasse o barramento de E/S por falta de potência, o plano B é trocar o 4PO1 por um dos analógicos do PSIO ou acrescentar um segundo PSIO.

Como alterar o endereço de um módulo (E134-7-15 §2.2.2, §2.2.3.1, cap. 4). Sempre com o módulo solto, antes de o acoplar ao grupo:

  1. Alimentar o módulo por +V/−V (PSIO ou chicote do medidor) e ligar A(+), B(−) e S a um conversor RS485↔USB do PC.
  2. No Communicator, Connect com o endereço atual (132 num 20mAON4 novo), 57600, 8-N-1, Modbus RTU.
  3. I/O Devices › Stand Alone Programmer: alterar Address (133 ou 134 no caso-tipo). Deixar 57600 e atraso 0 para que coincidam com a porta do medidor.
  4. Send: o módulo reinicia com o novo endereço. Etiquetá-lo com identificador e endereço antes de o montar.

Se o endereço for desconhecido, manter Reset premido 3 s: o módulo responde no 247 a 57600 durante 30 s. Com qualquer mestre Modbus (FC06/FC16) também se pode escrever o registo 45057 (endereço), 45058 (baud: 0=4800, 1=9600, 2=19200, 4=57600, 5=115200) e depois qualquer valor em 65410 para reiniciar.

Cablagem. Bornes da porta RS485 do medidor, da esquerda para a direita: +V · −V · S · − · +. Bornes da porta lateral fêmea do primeiro módulo: A(+) · B(−) · S · −V · +V. A correspondência é + → A(+), − → B(−), S → S, +V → +V, −V → −V. O grupo alimentado pelo medidor recebe os cinco fios; o grupo do PSIO recebe do mesmo barramento uma derivação apenas de A(+), B(−) e S, e o PSIO vai sempre à direita do seu grupo, encaixado na porta macho do último módulo. S é blindagem, não terra: liga-se à terra num único ponto por barramento. Cabo 20 AWG blindado; RS485 até 1 220 m, mas acima de 60 m a EIG exige fonte remota e terminação de 120 Ω em ambas as extremidades. Montagem com um kit MBIO por grupo: módulo da esquerda ao suporte com porca PEM, encaixar os seguintes, apertar e fechar com o suporte da direita; painel ou calha DIN com os clipes.

5. Transferência do perfil e das escalas analógicas

O perfil do 1250 não se carrega tal e qual no 1450: são ficheiros .nps de plataformas distintas. O que se faz é abrir o perfil do 1450 no Communicator e reproduzir, bloco a bloco, o que diz o Device Profile Report do 1250. Por ordem:

  1. General Settings › CT, PT and System Hookup. Relações TI e TT, ligação (3 elementos estrela, 2,5 elementos ou triângulo), frequência nominal. São os valores que fixam todas as escalas que vêm a seguir.
  2. Communications. Port 1 para o PC; Port 3 e Port 4 a 57600, Modbus RTU, 8-N-1, atraso 0, modo Master (I/O Modules); Port 5 com o IP de instalação que o medidor vai ter (o de fábrica só serve para a colocação em bancada).
  3. I/O Modules. A tabela de cinco linhas da secção anterior, com o mesmo número, identificador, endereço e porta que no 1250.
  4. Limits, Log Settings e Full Scales. Copiar limites, intervalos dos registos históricos e fundos de escala de formas de onda; o 1450 acrescenta registos e opções que não existiam, que se deixam no valor por defeito.
  5. Atribuição de canais de cada módulo, à mão, a partir das capturas tiradas no 1250.

As escalas analógicas introduzem-se em secundário. O diálogo External Module Programmer avisa-o: para tensão, corrente e potência, os valores a 4 e 20 mA são dados em grandezas de secundário do medidor, não em valores de instalação. A conversão sai das relações do perfil. No caso-tipo, com TI 1 200:5 e TT 15 000:110, ki = 1 200 / 5 = 240, kv = 15 000 / 110 = 136,36 e kp = ki · kv = 32 727,3.

Um fundo de escala de ±30 MW programa-se como ±916,6667 W de secundário (30·10⁶ / 32 727,3), e ±20 Mvar como ±611,1111 var. Convém calcular o valor exato uma vez e usá-lo idêntico em todos os módulos que forneçam a mesma grandeza: dois módulos com 916,6667 e 916,6700 estão a dizer o mesmo, mas numa revisão posterior parecem um erro.

Atribuição do caso-tipo (grandezas de 0,05 s, ou seja, leitura instantânea):

5. Transferência do perfil e das escalas analógicas
MóduloCanalGrandeza20 mA (secundário)4 mA (secundário)Equivalente em instalação
AO Module 1 (132, Port 4)1Watt Total916,6667−916,6667±30 MW
AO Module 12VAR Total611,1111−611,1111±20 Mvar
AO Module 13Volts AN63,50850,00000 → 8 660 V
AO Module 14Frequency55,000045,000045 → 55 Hz
AO Module 2 (133, Port 4)1Volts AB110,00000,00000 → 15 000 V
AO Module 22Volts BC110,00000,00000 → 15 000 V
AO Module 23Volts CA110,00000,00000 → 15 000 V
AO Module 3 (134, Port 4)1I A5,00000,00000 → 1 200 A
AO Module 32I B5,00000,00000 → 1 200 A
AO Module 33I C5,00000,00000 → 1 200 A
AO Module 4 (132, Port 3)1Watt Total916,6667−916,6667±30 MW
AO Module 42VAR Total611,1111−611,1111±20 Mvar

Os canais não atribuídos deixam-se em Not Assigned; o diálogo preenche-os com 20,0000 / 4,0000, que não é uma escala real e não há que corrigir. Antes de replicar cada canal convém verificá-lo contra o fundo de escala do medidor: um canal de tensão de fase com 45 → 55 estaria saturado em serviço normal (nominal 63,5 V de secundário) e é quase de certeza uma banda de frequência atribuída à grandeza errada no equipamento antigo. A migração é o momento de o corrigir, não de o copiar.

Saídas KYZ (4PO1). Cada saída atribui-se a um acumulador de energia e a um peso de impulso. Caso-tipo: saída 1 kWh fornecidos, saída 2 kWh recebidos, saída 3 kvarh fornecidos, saída 4 kvarh recebidos, a 10 kWh ou kvarh por impulso. O peso escolhe-se para que, a plena carga, a frequência de impulsos fique dentro do que o contador recetor admite; com 30 MW e 10 kWh/impulso resultam 3 000 impulsos por hora, menos de um por segundo.

O que muda em relação ao 1250 ao guardar. O perfil do 1450 traz a lista de reinícios com Reset Unit to Boot Mode — Default Communications Settings ativado: convém deixá-lo assim, porque permite recuperar uma porta mal programada a partir do botão de reset. Guardar o .nps do 1450 e o seu Device Profile Report junto dos do 1250 fecha a documentação da migração.

6. Colocação em serviço e verificação

A sequência que dá menos surpresas é fazer tudo em bancada com o 1450 alimentado pela auxiliar e os módulos montados, e levar para o quadro um conjunto já testado. Como o 1450 ocupa o mesmo espaço e repete a disposição de bornes do 1250, a troca no quadro é um desligar e voltar a ligar: tensões, correntes, auxiliar L(+)/N(−) e os chicotes das portas série passam-se fio a fio para os mesmos bornes, com os mesmos terminais. Antes de desligar convém fotografar a régua de bornes do 1250 e curto-circuitar os secundários dos TI no bloco de ensaio. O fusível externo recomendado continua a ser de 5 A / 250 V lento, com terra independente (nunca através do negativo de uma fonte DC).

  1. Verificar na etiqueta do 1450 o sufixo de control power (D2 para 96–276 V AC/DC, D para 18–60 V DC) face à auxiliar do quadro.
  2. Reendereçar, soltos e um a um, os módulos que o necessitem (133 e 134 no caso-tipo) e etiquetar os cinco com identificador e endereço.
  3. Montar os grupos físicos entre os respetivos suportes MBIO: 4A (KYZ Module 1 + AO Module 3), 4B (AO Module 1 + AO Module 2 + PSIO à direita) e Port 3 (AO Module 4).
  4. Cablar os chicotes e a derivação do 4B; blindagem à terra num único ponto por barramento.
  5. Alimentar o PSIO e o medidor. Verificar que 4A e Port 3 arrancam só com o medidor e 4B só com o PSIO: um grupo que arranca com a fonte errada tem +V/−V onde não devia.
  6. Ligar por Ethernet (FIXED, 10.0.0.1) e carregar o perfil preparado: TI/TT, comunicações com Port 3 e Port 4 como Master (I/O) a 57600, tabela I/O Modules, limites e registos.
  7. Abrir cada módulo a partir de Device Profile › I/O Modules › Edit e introduzir a atribuição de canais e as escalas em secundário; Send em cada um.
  8. Verificar: LED TX/RX a piscar nos cinco módulos; com o medidor em vazio, cada malha de tensão e corrente deve dar 4,00 mA e as de potência 12,00 mA (zero no centro da escala bipolar). Medir com carga ≤ 500 Ω por malha.
  9. Com uma fonte de injeção secundária, aplicar 110 V e 5 A e verificar 20,00 mA nas malhas de tensão composta e de corrente, e que a leitura do WebView coincide com a injeção em primário (15 000 V, 1 200 A).
  10. Deixar o conjunto a funcionar meia hora e verificar que o medidor não reinicia o barramento de E/S (os módulos não piscam ao mesmo tempo nem desaparecem da tabela). Se o fizer, aplicar o plano B da distribuição de potência.
  11. Programar o IP de instalação, repor o comutador em PROG, guardar o .nps definitivo e o Device Profile Report, e selar.

No quadro só ficam a troca física do medidor, a ligação de tensões, correntes e auxiliar, e a ligação das malhas 4–20 mA e KYZ ao sistema de controlo seguindo o inventário do início.

7. Problemas habituais

7. Problemas habituais
SintomaCausa provávelO que fazer
O 1450 novo não responde por série a 57600Sai de fábrica a 9600Experimentar 9600; no RS232 do Port 1, Modbus ASCII
Não responde em 10.0.0.1Comutador em PROG com outro IP gravado, ou PC fora da sub-redeFIXED sob o RJ45; PC em 10.0.0.x; limpar a cache do browser se o WebView mostrar páginas antigas
Ligação Ethernet lenta após um arranqueNegociação de velocidadeDesligar e voltar a ligar o cabo
Dois módulos respondem ao mesmo tempo ou a tabela mostra valores a mudarMesmo endereço na mesma portaReendereçar um deles solto
Um módulo não aparece na tabelaPorta não em modo Master (I/O) ou não a 57600; módulo com endereço desconhecidoRever Port 3/4; Reset 3 s → 247 a 57600 durante 30 s
Os módulos reiniciam em blocoOrçamento de 12 VA ultrapassadoPassar um módulo para o PSIO ou acrescentar outro PSIO
Uma malha marca 20 mA em vazio ou nunca se moveEscala em primário em vez de secundário, ou grandeza erradaRecalcular com ki, kv, kp do perfil
A atribuição de canais “não foi copiada” com o perfilO perfil não a contém; vive no móduloIntroduzi-la à mão a partir das capturas do 1250
Porta série mal programada e sem acesso—Botão de reset sob a tampa selada com Default Communications Settings ativado; ter selos de reserva
Os medidores que dependiam da gateway do 1250 deixaram de ser vistosO 1450 não tem gateway RS485Atribuir-lhes IP próprio ou um conversor RS485/Ethernet

Fontes

  • Electro Industries/GaugeTech, Nexus 1250/1252 User Manual, Doc# E107706 (§5, §9.4, §11.2).
  • EIG, Nexus 1450 User Manual, Doc# E171701 (§1.5, §3.5, cap. 4, 5, 9 e 10).
  • EIG, Nexus 1450 Quickstart Guide, Doc# E171703.
  • EIG, Modbus Communicating I/O Modules Manual, Doc# E134-7-15 (cap. 2 e 4).
  • EIG, Communicator EXT / CommunicatorPQA User Manual, §2.2.
  • Documentação original em electroind.com.

Tem um ensaio para resolver? Fale com um engenheiro.

Diga-nos o ativo, a tensão e o ensaio de que precisa, e propomos o equipamento adequado.

+34 982 20 99 20 Seg–qui 09:00–14:00 · 15:30–19:00sex 08:00–14:00 Pedir orçamento