Os medidores de resistência de isolamento (megaohmímetros) aplicam uma tensão contínua de ensaio e medem a corrente de fuga através do isolamento de cabos, transformadores, motores e aparelhagem. A leitura — em MΩ, GΩ ou TΩ — revela humidade, contaminação e envelhecimento antes de degenerarem num defeito à terra.
O megaohmímetro mantém a tensão selecionada (de 50 V a 15 kV consoante a gama) e acompanha a evolução da resistência durante o ensaio. Além do valor pontual, calcula índices de diagnóstico: relação de absorção dielétrica (DAR, 60 s/30 s) e índice de polarização (PI, 10 min/1 min), que a IEEE 43 usa para avaliar máquinas rotativas (PI ≥ 2 aceitável em isolamento classe B e superior).
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Regra clássica: pelo menos 1 MΩ por kV de tensão nominal mais 1 MΩ; a NETA ATS publica tabelas por nível de tensão. A tendência entre ensaios sucessivos importa mais do que um valor isolado.
O PI compara a resistência aos 10 e 1 minutos e compensa a temperatura e a dimensão da máquina: um PI baixo denuncia humidade ou contaminação mesmo quando o valor absoluto parece alto.
Não. O ativo deve estar desenergizado, isolado e descarregado; depois do ensaio, descarregue a capacidade do isolamento à terra antes de religar.
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