A tensão da rede varia com a carga e com a hora do dia, e o transformador tem de entregar a sua dentro de margens estreitas. O comutador de tomadas resolve isso comutando entre várias derivações do enrolamento de alta, mudando assim a relação de transformação em passos de cerca de 1,25 %.
Há duas famílias. O comutador sem tensão obriga a deixar o transformador fora de serviço e ajusta-se uma vez no arranque. O comutador em carga, ou OLTC pela sigla inglesa, comuta com o transformador em serviço, o que implica passar de uma tomada a outra sem interromper a corrente nem curto-circuitar espiras: fá-lo com resistências ou reatâncias de transição e um mecanismo de ação rápida.
É a parte móvel do transformador e, por isso, a que mais falha: cerca de metade das avarias de transformadores com OLTC têm origem nele. Vigia-se pela resistência de contacto e o tempo de comutação medidos em cada posição, pela análise da assinatura dinâmica da manobra, pela temperatura diferencial entre a sua cuba e a principal, e pelo número de manobras acumuladas.